5º Batalhão de Infantaria Leve

Regimento Itororó

 

Acervo Histórico   Revolução Constitucionalista de 1932     2ª Guerra Mundial    Revolução Democrática de 1964

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           HISTÓRICO DO 5º BATALHÃO DE INFANTARIA LEVE

         O 5º BIL é uma das mais antigas e tradicionais unidades do Exército Brasileiro. Os seus mais de 370 anos testemunharam e protagonizaram momentos marcantes da história do Brasil.
         Sua origem remonta aos primórdios da colonização, tendo sua árvore genealógica dois ramos que se originaram em locais e épocas diferentes. O primeiro ramo tem origem no Terço da Bahia (formação militar do Sec XVII ), em 1631, em Salvador (BA). O segundo, iniciado pelo Regimento de Moura, em 1767, no Rio de Janeiro. 
         As unidades de ambos os ramos, ao longo da nossa história, mudaram várias vezes de sede e de denominação, vindo a encontrar-se, em 1923, na cidade de Lorena (SP) com o nome de 5º Regimento de Infantaria.

                                                         Ramo do Terço da Bahia:

         No ramo oriundo do Terço da Bahia, destaca-se o 12º Batalhão de Caçadores (12° BC - Rio Grande do Sul - 1852) que participou de várias batalhas na Guerra do Paraguai: Humaitá, Tuiuti, Paissandu, Boqueirão e da audaciosa travessia do Arroio Itororó. Era conhecido como o "Treme-terra" e fazia parte da Divisão Encouraçada do Brigadeiro Sampaio (patrono da Infantaria).
         Em 03 Fev 1902, chegou a Lorena (SP) o então 12º Batalhão (nova designação do 12º BC), vindo do Rio Grande do Sul para prover segurança às obras militares que estavam sendo feitas na região, aquartelando-se provisoriamente na Fazenda Amarela.
         Em 1908, o Marechal Hermes da Fonseca promoveu uma reorganização no Exército, sendo o 12º Batalhão transformado em 53º Batalhão de Caçadores.
Naquele mesmo ano, o 53º Batalhão de Caçadores deixou as suas instalações na Fazenda Amarela e ocupou o imponente quartel em construção no Morro do Cruzeiro (hoje bairro Da Cruz), em terreno doado pela Câmara Municipal e pelo Dr. Arnolfo de Azevedo.
         No ano de 1919, o 53º Batalhão de Caçadores passou a ter a denominação de 5º Batalhão de Caçadores.
         As unidades deste ramo, ancestrais do 5º Batalhão de Infantaria Leve, participaram da Guerra contra Oribe e Rosas - Batalha de Monte Caseros (1852), da Guerra do Paraguai (1864-1870) e da 4ª Expedição a Canudos (1897).

                                                       Ramo do Regimento de Moura

         No ramo originado do Regimento de Moura, destaca-se o 9º Batalhão de Caçadores (9o BC - Rio de Janeiro-1852) também com expressiva atuação na Guerra do Paraguai, onde participou da Batalha Naval do Riachuelo (embarcado), da Batalha de Itororó e das Batalhas de Avaí, Lomas Valentinas, Angostura, Peribebuí e Cerro Corá, sendo a última unidade do Exército de linha a entrar em combate nessa guerra.
         A Ordem do Dia 137, de 30 Nov de 1908, determinou a junção do 9º Batalhão (Bahia - 1889) com o 33º Batalhão (Sergipe - 1889) e o 35º Batalhão (Piauí - 1889) para formar o 5º Regimento de Infantaria em Porto União-PR. Entretanto, somente em 15 de novembro de 1910 o 5º RI foi realmente organizado em Ponta Grossa (PR) pelo Coronel Antonio Sebastião Bazilio Pyrrho. Este dia - 15 Nov - tornou-se oficialmente a data do aniversário da Unidade.
         Em 1923, após breve passagem por Pirassununga, Araras, Piracicaba e Limeira, o 5º RI, sob o comando do Cel João Fleury de Souza Amorim, foi transferido para Lorena. Ocupou as instalações do 5º Batalhão de Caçadores, incorporando a 3ª Companhia dessa unidade. As outras subunidades do 5º BC foram para Rio Claro (SP).
         As unidades desse ramo participaram da expulsão dos Espanhóis do Rio Grande do Sul (1774), da Guerra da Cisplatina - Batalha de Passo do Rosário (1828), da Guerra do Paraguai (1864), das quatro Expedição a Canudos (1897) e de Contestado (1915).

                                                  5º Regimento de Infantaria em Lorena

          Em Lorena, o 5o Regimento de Infantaria passou por várias modificações de designação e de estrutura organizacional, acompanhando a evolução doutrinária do Exército.
Recebeu a denominação de I Batalhão do 5º RI, em 1964; de 5º Batalhão de Infantaria, em 1973; e de 5º Batalhão de Infantaria Leve, em 1993, quando deu origem à mais nova modalidade da Infantaria brasileira - a Infantaria Aeromóvel.
          Como 5º RI, participou ainda de diversas operações militares: Movimento sedicioso irrompido em São Paulo (1924); Campanha contra Coluna Prestes em MT e GO (1926); Movimento Revolucionário de 1930; Revolução Constitucionalista (1932); II Guerra Mundial, completando o 6º RI (1944); e Revolução de 31 Mar 64. Mais recentemente, já como 5º BIL, participou da Operação Parauapebas, no sul do Pará em 1998, Operação Bahia, em Salvador, em 2001, missões de pacificação e de garantia da lei e da ordem e da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), em Porto Principe-Haiti, em Dez 2004 a Jun 2005, e Nov 2005 a Mai 2006, missões de Paz.
           Em 1997, o 5º BIL foi designado para integrar a Força de Ação Rápida Estratégica do Exército Brasileiro, tornando-se uma unidade profissional de elite, apta a cumprir qualquer missão, em qualquer parte do território nacional.
           Por sua caminhada de glória, o 5º RI foi distingüido, em 1954, com a denominação histórica de "Regimento Itororó", havendo recebido um Estandarte Histórico e sendo concedida a seus integrantes a regalia do uso do distintivo de braço (hoje de bolso). 
           O Patrono do Regimento Itororó é o Marechal Floriano Peixoto, que assumiu o comando do 9º BC após a Batalha do Avaí, permanecendo no comando da Unidade até o final da Guerra do Paraguai.
           A presença secular do 5º BIL em Lorena ultrapassou os limites da convivência amistosa entre civis e militares, integrando-o de forma indivisa a esta generosa cidade.
           O 5º BIL, orgulhoso de suas tradições e ciente da responsabilidade de honrar e perpetuar os feitos de seus antepassados, trabalha anônimo e silente para manter-se sempre além da vanguarda.

 
Visita interna em 1915
Presidente Dutra em 1946
Inauguração do Círculo Militar

                          

 
General Canrobert, Ministro da Guerra em 1947
Homenagem ao Btl em 1954
Pelé em 1959 no 5º RI

               

 Fazenda Amarela, local   onde ficou aquartelado o Btl em 1902

Comissão de engenheiros com a missão de construir as instalações do Btl em 1909

Arnolfo de Azevedo político influente da época, doou o terreno para a construção do Btl

Em 1905, o Ministro da Guerra Marechal Argolo, veio a Lorena para planejar a construção de unidades militares na região

Interior de uma companhia de fuzileiros em 1909

Início da construção dos pavilhões

Fachada do Btl em 1909